Sobre o Afeganistão

Atualizado: 3 de nov. de 2021

O Fórum Social Mundial de Saúde e Seguridade Social (FSMSSS) compartilha a preocupação mundial sobre a crise humanitária que afeta diretamente e cruelmente o Afeganistão.

Existe a responsabilidade mundial e coletiva de acolher e apoiar refugiados afegãos. No entanto, há países que minam muitos princípios estabelecidos neste sentido, tornando mais difícil para os requerentes de asilo afegãos encontrarem segurança. É fundamental que haja uma abordagem humanitária.

Os eventos no Afeganistão ocorreram rapidamente nas últimas semanas, resultando em incertezas e inseguranças dilacerantes para as pessoas vitimizadas direta e indiretamente, tanto para aquelas que permanecem no Afeganistão como para quem é forçado ou sente-se obrigado a partir. Grupos sociais que já são usualmente vulnerabilizados em outros contextos, sofrem duplamente com esta situação dramática, como é o caso de mulheres e meninas afegãs.

Os princípios éticos mundiais incluem o reconhecimento de que todas as pessoas têm o direito de total envolvimento e participação em todos os aspectos das decisões que afetam suas vidas, o que complexifica as discussões sobre o que fazer diante do cenário atual. Líderes globais e governamentais procuram encontrar coesão nas posturas adotadas por seus respectivos territórios quanto a crise humanitária afegã, tentando equilibrar influências, agendas e controles internacionais.

Reivindicamos, enquanto FSMSSS, resoluções pacíficas sustentáveis, através de justiça social, incluindo (i) o direito das pessoas de saírem com segurança de situações de conflito e reconstruírem vidas dignas, que podem resultar no retorno à sua terra natal quando se sentirem seguras e protegidas; (ii) o direito à equidade de gênero, com liberdade e segurança, e; (iii) o direito de todas as pessoas de viver em um mundo onde governos e sociedade civil dialoguem e respeitem a diversidade para o futuro comum de todos.

O FSMSSS ratifica sua deferência aos imprescindíveis agentes sociais e profissionais que estão na linha de frente dos conflitos afegãos, prestando auxílio para atender necessidades imediatas da população violentada.





©,UNHCR/Andrew McConnell.


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