DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À LGBTQIA+fobia

De acordo com o DOSSIÊ – assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2021, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Benevides, 2022).

Houve um aumento desproporcional do assassinato de pessoas trans no mundo e, junto a isso um discurso de ódio. A homofobia atravessa a sociedade mundial em todos os cantos. O documento relata que:


“O Brasil não tem assumido a proteção de raça (etnia e grupo) em suas ações governamentais, campanhas e políticas públicas, mesmo comprometendo-se nas assembleias da ONU e junto a outros órgãos internacionais. O mesmo tem ocorrido em relação a violência de gênero e àquela motivada pela discriminação por orientação sexual e/ou pela identidade de gênero das pessoas LGBTQIA+. Temos nos constituído cada vez mais como uma nação racista, feminicida e LGBTIfóbica, com graves violações dos Direitos Humanos dessas populações, a ponto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto à Comissão interamericana de Direitos Humanos (CIDH) criarem mecanismos de cooperação, como planos de trabalho e protocolos orientadores, a fim de monitorar o cumprimento das recomendações feitas pela CIDH para prevenir e reparar as violações de direitos encontradas em fiscalizações realizadas no Brasil” (BENEVIDES, 2022).

Vivemos num governo que não representa, pois é patriarcal, negacionista, racista, homofóbico, militarista e facista. Não há dados que mostrem essas estatísticas de discriminação e crime. Há vários tipos de fontes, conforme quadro abaixo, mas nem todas possuem informações fidedignas.





As atitudes contra esses grupos são vexatórias, humilhantes, degradantes, chegando à beira da tortura, como observamos diversos exemplos a partir de ativistas, de representantes de direitos humanos e não nas mídias.



. Algumas informações não retratam a veracidade, pois não observa-se a questão de gênero e o nome social, dentre outros. O Google Maps ajuda nessas notificações, conforme quadro acima. Apesar da invisibilidade dos assassinatos, torturas, a violência homofóbica está cada vez mais escancarada na sociedade.

“O estigma e a discriminação contra pessoas trans são reais e profundos em todo o mundo e fazem parte de um círculo estrutural e contínuo de opressão que nos mantém afastados de nossos direitos básicos. Pessoas trans, em todas as partes do mundo, são vítimas de uma terrível violência de ódio, incluindo humilhações, agressões físicas e sexuais e assassinatos. Na maioria dos países, os dados sobre a violência contra pessoas trans não são produzidos sistematicamente pelos Estados, sendo, desta forma, impossível certificar o número exato de casos”(BENEVIDES, 2022).


O Brasil é o pior país para ser LGBTQIA+ do mundo. O Estado Brasileiro foi condenado diversas vezes por sua corte suprema ou pelo Superior Tribunal Federal (STF), a partir de ações contra a homofobia.


É fundamental fortalecer os movimentos de direitos humanos, os ativistas, dentre outros.


“A rua é mundo cão. É faca, navalha.

É a cara da morte a todo momento.

Vacilou, um passo em falso, um erro, no ponto.

Uma falha um retalho, remato sangrento.


Na rua não tem paz pra mim ou pra mana.

A polícia, o cliente, o tráfico, o ocó.

Eu vivo numa selva urbana, insana.


É a cidade inteira que quer me matar!


Você não duraria nem ao menos 10 minutos,

se estivesse em minha pele pelas ruas da cidade.

Você não duraria...”


Trecho do Musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas




Material utilizado

BENEVIDES, Bruna G. (org.). Dossiê assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2021. Brasília: Distrito Drag, ANTRA, 2022.


Musical conta a história de Brenda Lee. Disponível em:

https://canseideserpop.com/teatro/musical-contaa-historia-de-brenda-lee-e-o-palacio-das-princesas/




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